quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Inception... à Capella (!?)

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Continuando a 'moda' de Re-dublagens de trailers, fiquem com a versão mais divertida do trailer de "A Origem":


"BWUOOOOOOOOOOOO...BWUOOOOOOOOOOOO..." 
[/tentativadesonoplastiadotrailer]

domingo, 12 de setembro de 2010

"Hurley" - 2010

4 comentários
[AVISO: isso é 'quase uma coluna sobre cds'. e não tem nenhuma periodicidade, lógica ou propósito. Estejam avisados]

Coloque um gordo na capa do 
SEU cd antes de falar algo.

"ah, eu curto Weezer, mas só os primeiros dois cds são legais, depois eles foram caindo, mimimimimi."

Se você concorda com essa frase, eu tenho uma triste notícia pra você: Você acaba de perder o melhor do Weezer.

E por que? Porque você acaba de perder a 'grande piada' que a banda conta a cada CD novo, desde o overrated-pra-cacete Pinkerton, de 96. O Weezer é uma das únicas bandas do mundo que fez o contrário da "Cartilha das Bandas", que seria ir se lapidando e 'crescendo' com os anos, o que faz 90% das bandas perderem o caminho.

Mas não a 'trupe' de Rivers Cuomo. se em 96 ele cantava que estava cansado de sexo, em 2010,  logo no single, a banda toca em meio a cenas de Jackass, e grita a plenos pulmões que eles não faziam idéia do que estavam fazendo esse tempo todo.

Além disso, que banda teria culhões de no seu oitavo disco colocar a cara de um pesonagem de LOST, não ligando a mínima pra isso (o álbum sequer fala da série). E ainda mais, depois de dois cds que foram massacrados pela crítica e pelos "fans" - Raditude, que realmente fugiu do próprio Weezer-de-várzea e o subestimado  Red Album, que conta inclusive com uma sensacional 'homenagem' à bandas como Aerosmith e Nirvana (!!!) em "The Greatest Man that Ever Lived".


O Cd começa com a Arena-Rock Memories (clipe acima), que mostra um saudosismo de quando as coisas eram simples, inconsequentes e mesmo por isso divertidas. Logo em seguida, a animada Ruling Me é tudo aquilo que os deixou famosos - histórias losers com guitarras abafadas - só com o acréscimo de teclados, que deixa tudo mais 2010. A balada Trainwrecks, com a letra bonitinha que fala sobre blogs não atualizados que não são lidos por ninguém (qualquer semelhança é mera coincidência), não tem nenhum 'a mais', mas não compromete. Unspoken, que começa como um simples voz e violão e cresce até terminar como um 'épico' só não é a melhor do cd porque te dá uma sensação de acabar quando chega na melhor parte. 

Quanto a quinta música, Where's My Sex?, é preciso um paragrafo separado. Ouvindo a primeira vez, é uma música com uma letra completamente sem sentido, até o momento que você nota o 'trocadalho do carilho' que foi trocar a palavra "sock" por "sex" todas as vezes, criando frases sensacionais como "Sex-making is a family tradition". Se não bastasse a genialidade de como a música é estruturada para parecer uma canalhice-mór sendo algo simples, a ponte completamente diferente transforma ela numa música única.

Sendo sérios.
O cd continua com Run Away, que é apenas mais uma música -ligeiramente cafona- em comparação com o resto. Hang On é praticamente uma continuação da anterior, mas dá uma impressão de ter sido 'calculada' pra parecer melosa e forçada, o que é no mínimo curioso. Smart Girls tem um ar meio Tecno/dance, e tem o único solo de guitarra do cd - o que é uma pena. Brave New World parece uma simulação do indie-rock dos anos 90, lembrando coisas como The Killers. A última música, Time Flies, é aquela típica 'música-de-fim-de-cd', e não traz nada de incrível para essa subcategoria.

Resumindo, "Hurley" pode ser tanto um disco acima da média se você for o fã clichê do Weezer quanto um excelente disco se você souber ouvi-lo sem conceitos anteriores. Tudo depende do seu nível de chatisse.

[obs: A versão Deluxe tem 4 músicas, incluindo um cover de Viva La Vida, do Coldplay (além da sensacional "Represent"). E tem gente que ainda quer considerar o Weezer uma banda séria?]