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domingo, 12 de setembro de 2010

"Hurley" - 2010

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[AVISO: isso é 'quase uma coluna sobre cds'. e não tem nenhuma periodicidade, lógica ou propósito. Estejam avisados]

Coloque um gordo na capa do 
SEU cd antes de falar algo.

"ah, eu curto Weezer, mas só os primeiros dois cds são legais, depois eles foram caindo, mimimimimi."

Se você concorda com essa frase, eu tenho uma triste notícia pra você: Você acaba de perder o melhor do Weezer.

E por que? Porque você acaba de perder a 'grande piada' que a banda conta a cada CD novo, desde o overrated-pra-cacete Pinkerton, de 96. O Weezer é uma das únicas bandas do mundo que fez o contrário da "Cartilha das Bandas", que seria ir se lapidando e 'crescendo' com os anos, o que faz 90% das bandas perderem o caminho.

Mas não a 'trupe' de Rivers Cuomo. se em 96 ele cantava que estava cansado de sexo, em 2010,  logo no single, a banda toca em meio a cenas de Jackass, e grita a plenos pulmões que eles não faziam idéia do que estavam fazendo esse tempo todo.

Além disso, que banda teria culhões de no seu oitavo disco colocar a cara de um pesonagem de LOST, não ligando a mínima pra isso (o álbum sequer fala da série). E ainda mais, depois de dois cds que foram massacrados pela crítica e pelos "fans" - Raditude, que realmente fugiu do próprio Weezer-de-várzea e o subestimado  Red Album, que conta inclusive com uma sensacional 'homenagem' à bandas como Aerosmith e Nirvana (!!!) em "The Greatest Man that Ever Lived".


O Cd começa com a Arena-Rock Memories (clipe acima), que mostra um saudosismo de quando as coisas eram simples, inconsequentes e mesmo por isso divertidas. Logo em seguida, a animada Ruling Me é tudo aquilo que os deixou famosos - histórias losers com guitarras abafadas - só com o acréscimo de teclados, que deixa tudo mais 2010. A balada Trainwrecks, com a letra bonitinha que fala sobre blogs não atualizados que não são lidos por ninguém (qualquer semelhança é mera coincidência), não tem nenhum 'a mais', mas não compromete. Unspoken, que começa como um simples voz e violão e cresce até terminar como um 'épico' só não é a melhor do cd porque te dá uma sensação de acabar quando chega na melhor parte. 

Quanto a quinta música, Where's My Sex?, é preciso um paragrafo separado. Ouvindo a primeira vez, é uma música com uma letra completamente sem sentido, até o momento que você nota o 'trocadalho do carilho' que foi trocar a palavra "sock" por "sex" todas as vezes, criando frases sensacionais como "Sex-making is a family tradition". Se não bastasse a genialidade de como a música é estruturada para parecer uma canalhice-mór sendo algo simples, a ponte completamente diferente transforma ela numa música única.

Sendo sérios.
O cd continua com Run Away, que é apenas mais uma música -ligeiramente cafona- em comparação com o resto. Hang On é praticamente uma continuação da anterior, mas dá uma impressão de ter sido 'calculada' pra parecer melosa e forçada, o que é no mínimo curioso. Smart Girls tem um ar meio Tecno/dance, e tem o único solo de guitarra do cd - o que é uma pena. Brave New World parece uma simulação do indie-rock dos anos 90, lembrando coisas como The Killers. A última música, Time Flies, é aquela típica 'música-de-fim-de-cd', e não traz nada de incrível para essa subcategoria.

Resumindo, "Hurley" pode ser tanto um disco acima da média se você for o fã clichê do Weezer quanto um excelente disco se você souber ouvi-lo sem conceitos anteriores. Tudo depende do seu nível de chatisse.

[obs: A versão Deluxe tem 4 músicas, incluindo um cover de Viva La Vida, do Coldplay (além da sensacional "Represent"). E tem gente que ainda quer considerar o Weezer uma banda séria?]

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Começa com o Show.

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Começa com você, querido organizador.
É no mínimo curioso ver que no Brasil, muitos projetos que começam com uma proposta interessante acabam se transformando quase sempre numa pilha de lixo com apenas alguns detalhes legais. E esse efeito pode acontecer com o "Itustock". A contar de hoje, faltam exatos 71 dias pro SWU, em Itu/SP, e é engraçado ver que o Line-up do festival cresceu muito pouco do dia da confirmação do nome e divulgação dos 4 primeiros Headliners até agora

Ainda que as atrações escaladas até agora não tenham um “peso de festival” pra segurar um dia (o estardalhaço para anunciar Cavalera Conspiracy – nada contra – foi no mínimo ridículo), O problema não é a falta de peso nas atrações confirmadas e sim a falta de atrações em geral.

Pra explicar meu ponto de vista, vejamos o dia com maior número de atrações, 10/09.

Itu. Fim.
Até agora temos Dave Matthews Band (que deve ter sido elevado à headliner pela impossibilidade do Pearl Jam tocar), Regina Spektor, Kings of Leon, Sublime ,Capital Inicial, Jota Quest. Além de estar um pouco misturado demais (sério, não deve ter 5 pessoas que gostem dos seis simultaneamente, e isso chama público, como vai rolar com Incubus e LP – já chego lá), isso dividido por quatro palcos torna o número que já é bem pequeno em irrelevante. Aparentemente Eduardo Fischer decidiu apostar nas belezas naturais e coisas gigantes de Itu (e 200 DJ’s) do que no que realmente faz um festival, acima da proposta, os shows.

E se você pensar nos outros dias, a situação fica mais complicada ainda: dia 11 só tem 4 confirmações, que são de novo “ecléticas” demais pra um festival com 3 dias de duração, ainda que tenha um trunfo legal de juntar Incubus e Linkin Park, que realmente parece uma “dobradinha” pra convencer muita gente a se despencar pros cafundós de S.Paulo (eu já falei que não consigo entender porque de ser em Itu? Seria mais prático, e mais interessante, se o festival fosse pra uma capital de estado fora do eixo RJ-SP, como... Brasília, por exemplo). Mas, e durante as outras horas entre esses shows? Ficamos olhando raivosos pra pista Vip? (aliás, se queriam se espelhar tanto nos festivais gringos, fikadika: Lá, a pista vip é ao lado da pista principal.)

Mas, aparentemente, pode ser que os organizadores tenham começado a ver o SWU como um festival de verdade. Anunciaram Rage Against the Machine no dia 09 (que foi basicamente o Headliner do Lollapalloza), e ao que tudo indica, Queens Of The Stone Age, que já faz muito mais sentido que Jota Quest e Regina Spektor , ou pior, Pixies e Cavalera Conspiracy. Resta agora chamar mais gente, pra ver se conseguem concorrer com o Planeta Terra e os diversos shows ‘avulsos’ do segundo semestre.

E ano que vem tem Rock’n’Rio. Oremos.

[Update 19:53: Parece que realmente tomaram vergonha na cara, já anunciaram Mutantes pro dia 09... se continuar assim pode ser que o primeiro dia compense os outros]

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Are We?

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Bom, para aqueles que não sabem, ontem, dia 12/01 foi o lançamento da nova versão do single liga-da-justiça-feelings We Are The World.

Se há 25 anos atrás o foco era arrecadar doações para os países da África que... bem, são os países que estão na áfrica e que em 90% do tempo ninguém dá a mínima [tirando, acho, o Bono-marketing], dessa vez o foco é ajudar o Haiti, que está a anos numa situação precária, mas é preciso um terremoto para que o mundo [EUA] vejam que ele existe.

A nova versão você pode ver aqui em baixo ó:


Ok, tudo muito simpático, muito bem filmado... mas, e a música?
Ta, ficou legal e tudo... mas só eu achei que essa versão ficou um pouco ‘estranha’, no mínimo?

Vou tentar me fazer entender. Primeiro, tenha paciência de ver a versão original:


Óbvio, você pode dizer, é uma versão gravada há trocentos anos e talz... mas, pra começar: A música não é lá essas coisas, a letra também não é nenhum momento de brilhantismo simbólico. É somente uma letra sincera pra cacete, de “vamos, seus putos, FAÇAM ALGUMA COISA!”. Então, o que tornou essa músiquinha um clássico instantâneo foi algo chamado interpretação. Você via, na versão antiga, que as pessoas estavam QUERENDO fazer aquilo, querendo AJUDAR. Nessa, a impressão que eu tive é que muita gente tentou pular dentro do barco do “eu ajudo o mundo, sirvo pra algo”.

Além disso, eu consigo dizer o nome de quase todos da versão original, apesar de ser 6 anos mais novo que ela. E na nova, que era teoricamente para eu conhecer mais gente, só reconheci uns 10, de cara. Faltou muita gente importante nessa bagaça, ou só eu queria ver uma tia loca com roupas escrotas cantando bizarramente uns “we are the po-po-po-poker world”?

Pra não falar só que eu esculachei a versão nova, a parte que eu achei que ficou MUITO legal, não tinha na original. O rap. E olha que eu não sou de dizer isso! Mas que foi uma das poucas partes “com aura” da música, foi. E só por conta disso, eu vou continuar achando que se fizessem uma música nova, ia ficar mais legal

So, let’s start giving?

Obs¹: reparem, na nova versão, o SUPER ULTRA FUCKER efeito especial para colocar o MJ e a irmã dele logo no começo. James Cameron ficou pra trás já.
Obs²: o único ali que canta com um feeling mesmo, na minha opinião, é o Wycleff Jean – o rapaz haitiano com a camisa do Haiti que canta engraçado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Meet The Beatles

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Há muito tempo atrás [numa galáxia distante], houve um mito na música chamado The Beatles.

Todos ouviram ou conheceram este mito, mas o que poucos sabiam é que por trás desse mito havia uma banda, e no comando dessa banda, haviam pessoas tão distintas que vão além do clássico-de-camiseterias "John, Paul, George & Ringo".

E o que (muito) menos gente ainda sabia é que em 1978 a (disney) Marvel lançou uma edição especial sobre os 4 mestres da arte da música, chamada - DUh! - " The Beatles Story".


Quem sabia da existência dessa história em quadrinhos sabe que era quase impossivel achá-la em boa qualidade de leitura, até que uma boa alma disponibilizou-a no Flickr.

De verdade, acho que é a melhor forma de explicar quem eles foram, até eu que gosto dos putos aprendi milhões de coisas lendo os quadrinhos! Se você gosta de beatles, leia. Se não, vá ler e aprenda a gostar, motherfucker.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Vergonha alheia: Teu nome é chris cornell.

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Você conhece este cidadão ?

Pois bem, se você conhece algo do "grunge" além do nome (e do nirvana), você tem na cabeça que esse rapazote da cabeleira é o Chris Cornell, e que ele foi vocalista de bandas fodas, como o Soundgarden, Temple Of The Dog e mais atualmente o Audioslave.

Ok, mas o post não é pra vangloriar este puto, e sim para mandá-lo para o sétimo circulo do inferno.

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Porque depois de sair do audioslave, o puto se lançou (de novo) em carreira solo - É daí a melhor abertura de filmes do 007, You know my name - e lançou um cd logo no seu primeiro ano fora do Audioslave, Carry On. Tá, até aí tá tudo bonito demais.

Mas tinha que vir o Timbaland.

Sim, o Rick Bonadio-Nigga dos EUA, Timbaland produziu o último Cd do rapaz. Pra não dizer só que eu sou muito chato, o Cornell saiu disso:

(um dos (poucos) duetos do rock'n roll FODAS PRA CARALHO)

pra isso:

E agora, depois do maior EPIC FAIL de carreira, ele diz que vai voltar com o Soundgarden!?

Deus, Por que!?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Quando o original perde pra cópia

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Lady Gaga.

Metade dos pseudo-entendidos de música a adoram, dizem que ela foi uma das grandes novidades de 2009; enquanto a outra alega que ela é um transexual maluco que tenta ser a madonna (o que, aliás, serviu de apoio pra um quadro do Saturday Night Live).

Mas o que foi o grande "pulo do gato" dela foram os singles. Afinal, quem não canta "papa-papa-razzi" ou o insuportável "popopopoker face, popopoker face "!?

que seja, não escrevi sobre ela, e sim sobre essa versão FODA da Cara de Poker, que se você não viu, prepare o seu coração:



Cara, olha as dancinhas! olha o cara interpretando a Gaga! mesmo se você tivesse chegado do Acre hoje você ia saber que eles tavam fazendo versão de uma "mulher" maluca! Agora vê a música original. (não pude colocar o vídeo aqui, burocracias sem fim)

Viu como perdeu a graça?

sábado, 31 de outubro de 2009

O Futuro da música?

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"Palco aranha, Palco aranha..."

Dessa vez não foi o Radiohead.

As notícias mais revolucionárias do mundo musical essa semana, com certeza, foram os shows ‘ao vivo pela internet’ do U2 (no youtube) e do FF (no facebook). O U2, mais uma vez, veio com uma idéia bizarramente genial: Junto ao youtube, fizeram literalmente um show para web, que além do público presente no Rose Bowl, teve cerca de 10 milhões de visualizações no site. Desnecessário dizer que o lucro do maldito Você-Tubo com propaganda deve ter ido a casas putaqueparilmente altas, e o U2 reafirmou que, apesar das vendas fracas do último cd, vai ‘muito bem, obrigado’ no quesito público.
Se você quiser ver o U2 aloprando, vai no you tube. Você vai ver coisas bem legais, tipo essa aqui:



Já o FF (dessa vez eu JURO que não to forçando a barra pra falar deles!) teve uma idéia bem parecida, mas com um ar bem mais Roots. Foi uma coisa meio “festa na minha casa hoje à noite, aparece se quiser”. Eles tocaram um set list absurdo de foda, responderam Chat, fizeram piadas, dedicaram música pro Brasil (esperança para um show aqui, mais 0,5%), e o melhor de tudo:

O DAVE GROHL FALOU “Ronaldo”. (não no nosso contexto Zínico, mas falou bem parecido)

Se você quiser, ainda pode ver a brincadeira ao ‘vivo’, já que eles largaram o troço em looping eterno. Entra no Livestream deles e seja feliz. (se a sua Internet for legal, pq aqui ta foda de lerdo.).

Teve muita gente que adorou essa iniciativa, que é realmente legal, de poder ter um contato mais próximo com a banda que gosta e tal (aposto meu rim que o pânico deve tá chorando pelo ‘ronaldo’). Mas, e se virar moda? Porque lucro, na real, dá pra tirar com isso aí. Imagina o quanto de gente não ia pagar um trocado pra ter Vip de streaming de show na web daquelas bandas pops tipo os irmãos Jonas e etc? Olha o olho da indústria abrindo aí gente!

Não sei quem lê isso aqui, mas eu realmente acho que deve ser estranho ‘ir’ num show e não voltar cansado, suado, e fedendo a cigarro e cerveja dos outros. Será que o futuro vai ser chamar 200 pessoas pra ver um show na tela do Pc pra simular os “velhos tempos”?

domingo, 4 de outubro de 2009

"Vamos Formar o Megazord!"

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Imagine pegar o melhor de cada banda-motherfucker do mundo? Imagina pegar as guitarras-do-mal do Satriani, juntar com Van Halen e colocar uma pitada de chilli peper? Ou então Juntar um dos mestres por trás do Led Zeppelin, a cabeça do Queens Of The Stone Age e ainda por cima o Cara mais legal do mundo, Dave Grohl?

Pois, se até tempos atrás essa idéia de juntar músicos fodas de coisas diferentes pra fazer uma coisa só parecia brincadeira como montar times de futebol imaginários, pelo menos o primeiro está se tornando uma realidade (muito) interessante.

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Chickenfoot

Se você gosta de Rock, mas Rock mesmo, você vai olhar para os céus e agradecer pelo Chickenfoot.

O nome soa (como na maioria das bandas desse gênero) bizarro, mas uma banda formada pelos ‘farofas’ ex-Van Halen Sammy Hagar e Michael Anthony, o guitar-freak Joe Satriani e Chad Smith, do Red Hot Chili Peppers tem, no mínimo, potencial pra ser engraçada pra cacete.

Mas, eles resolveram fazer algo decente (o que é meio raro hoje em dia). De cara você consegue ver influências dos projetos principais de cada um, e fica com uma sensação de “meu deus, porque não pensaram nisso antes?”. E isso tudo ainda junta ao bom humor dos quatro, que resulta em coisas como o clipe de “Soap in a Rope”.



Them Crooked Vultures

Se o Chickenfoot pegou o lado fanfarrão dos músicos, o TCV fez o exato oposto. E nem por isso ficou menos genial.

John Paul Jones, Josh Homme, Dave Grohl. Ao mesmo tempo. É essa a idéia fundamental do ‘Vultures’. É uma música, na falta que se encaixe, soturna. É o típico som que você não consegue escutar distraído, porque ele é feito pra parecer sempre que tem alguma “tensão” musical, o que deixa ‘escutar’ muito em segundo plano. Você tem que ‘sentir’ o que a música quer dizer.

Pra completar o climão da banda, tem os abutres. Cara, entrar em qualquer site que tem como “logo” três abutres engravatados que se mexem toscamente ao som de músicas estranhas é bem bizarro.



Tom Yokre (!?)

É, até o cara-que-vai-contra-a-maré-e-é-vanguardista-em-tudo se rendeu à uma “moda”. O torto resolveu montar a sua banda megalomaníaca. Juntou pra isso o Flea (Red Hot Chili Peppers), Joey Waronker (R.E.M.), Nigel Godrich e o brasileiro Mauro Refosco, do forró in the dark.*

Por enquanto a banda deve tocar essencialmente o material solo do cabeça-de-rádio, o que é uma pena, e ainda não tem nome. É esperar pra ver no que vai dar.

*Obs: Forró in the O QUÊ?

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Quem é Roqueiro? (Parte II)

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Com o perdão do atraso de alguns dias, vamos dar continuidade à esta bagaça!Depois de ler a sensacional descrição da wikipedia, continuemos a falar do diálogo do primeiro post. Depois que você escuta aquele “roqueiro” com o clássico tom de reprovação, vem a pergunta numero dois: “Ah, mas tu curte uns Áiron da vida, né?”.

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Eu não sei bem o que o Bruce Dickinson possa ter feito, mas porque DIABOS É SEMPRE O IRON MAIDEN?! Sério, as pessoas que não escutam/gostam/entendem de rock tem um tutorial padrão para estas situações? Ta, é uma banda que tem seu valor na história da música e coisa e tal, mas quantas bandas você, menininho-underground, ouviu falar que tocam Iron? Nos dias de hoje, com neo-emo-playsson-hard-neja-stronda-indie-mod-core em todos os cantos, é tão comum quanto um bom show pra tocar (ou seja, tende à zero.).

Por outro lado, sempre tem aquela coisa de que o rock é coisa do demo, que faz mal, etc. E que banda pode ser a síntese disso tudo, se não aquela que fala 666, the number of the beast”?

Mas, e daí? E se eu curtisse o som? Isso me faria menos capaz de alguma coisa? O Eddie invisível ao meu lado ia aparecer e matar quem descobrisse esse terrível segredo?

Acontece, que se você falasse sim pra pergunta-título, você automaticamente seria um rótulo ambulante. Você poderia ser cara mais popular da sala. Se descobrirem que você é um headbanger... Corra para as montanhas nórdicas de Valhalla, porque a sua vida será outra! As meninas simpáticas de outro dia lhe darão as costas hoje; os caras do futebol vão te escolher por último no time; prepare o seu coração para ver velhinhas esquivando de você nas ruas! Você agora é um rótulo (se pelo menos fosse um rótulo legal...), e tudo que você fizer fora dele será a coisa mais anormal do mundo.

Tá, e porque diabos acontece isso? Porque a wikipedia fala que as pessoas que escutam rock não evoluiram e deixaram de ser meros ogros-batedores-de-cabeça? Aí é história pra outro dia...

sábado, 19 de setembro de 2009

Quem é Roqueiro?

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- bla bla bla bla bla bla bla bla minha banda bla bla bla...
-peraí, você tem banda?
- tenho.
- toca o quê?
- rock.
- ah, você é roqueiro?

Bom, é desnecessário dizer que nove entre oito conversas que alguém diz que tem uma banda de rock acabam nessa frase. A questão é, quem diabos pode se autointitular um legítimo “roqueiro” (e quem QUER isso?)
Primeiro de tudo: vamos brincar de pesquisar na Internet. Eis o que a salve, salve Wikipedia tem a dizer sobre o dito cujo.

“O termo roqueiro se refere diretamente aos ouvintes do rock. São geralmente pessoas que costumam adotar um comportamento similar aos seus artistas favoritos no rock.
Costumam transparecer um ar de rebeldia em relação aos padrões sociais mais comuns. É freqüente estarem constantemente vestidas com roupas de cor preta, principalmente camisetas estampadas com fotos e símbolos de suas bandas favoritas. No inverno, muitos usam jaquetas também pretas. Costumam ir aos shows de rock que acontecem em suas cidades natais e muitos montam bandas de garagem com amigos também roqueiros. Costumam também demonstrar interesse em aprender a tocar guitarra, baixo elétrico e bateria, além de imitar a forma de cantar de seus ídolos.

Estilo de Vida
Roqueiros costumam ouvir um tipo de música agitada e com o volume alto. Quase sempre envolvendo guitarras. E costumam se dividir em diferentes grupos: Headbangers, punks, grunge, góticos. Muitos costumam criticar outros estilos musicais, não ligados diretamente ao rock, como samba e pagode.”



... Deus, porquê?

“... são geralmente pessoas que costumam adotar um comportamento similar aos seus artistas favoritos no rock”?!

Cara, eu curto Foo fighters, Ac/Dc, Led Zeppelin... não tenho o cabelo do Dave Grohl, não ando de colegial do século passado como o Angus Young, não sou ocultista como o Led Zeppelin inteiro, não bebo ou fumo como alguns desses aí (isso é tema pra outro post)... Acredito que muitos dos que lerem esse post vão concordar comigo, de acordo com suas preferências.

Ar de rebeldia? Padrões sociais mais comuns? Jaquetas? (salvo exceção de um certo outro cara que posta aqui) Isso é um filme do James Dean!?

“Roqueiros costumam ouvir um tipo de música agitada e com o volume alto. Quase sempre envolvendo guitarras.”

Ah tá, geralmente quando você está na rua e passa um carro com o som tremendo o chão é 99% das vezes durante o solo de Stairway to Heaven.

“E costumam se dividir em diferentes grupos: Headbangers, punks, grunge, góticos. Muitos costumam criticar outros estilos musicais, não ligados diretamente ao rock, como samba e pagode”

Sério, se você fizer muito silêncio ao ler essas palavras, você vai ouvir seu cérebro gritar: “PUTA QUE PARIU, QUEM FOI O MALDITO SER QUE ESCREVEU ESSA PORRA, CARALHO!”.

Bom, acho que o post já passou do limite do “legível”, então semana que vem, apareçam aqui para continuar a saga de Quem é roqueiro?: Ah, tu curte uns Áiron da vida, né?


quarta-feira, 15 de abril de 2009

Tudo acontece debaixo dos seus ouvidos

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Todo mundo que gosta de música já deve ter ouvido que “a geração atual da música brasileira é um lixo” ou semelhantes. Muitos até bem entendidos em música concordam com essa afirmativa. Mas, será mesmo que os anos 2000 vão terminar sem nada de novo e bom no meio musical?

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Na teoria, o movimento que marcou a década, foi o ‘boom’ do emocore e seus derivados (aqueles cinqüenta subgêneros da mesma coisa que ninguém entende muito bem a diferença), capitaneados por bandas como as que já foram mostradas no posts anteriores. E até aí você deve estar pensando que realmente não tem nada que preste de novo na música brasileira, não é mesmo?

Senhores, toda unanimidade é burra, nunca se esqueçam disso.

Mas, o que podemos dizer que presta nesse lugar? Antes de qualquer coisa, vale lembrar que eu não vou mostrar todos os estilos e todas as bandas que são legais e fogem do padrão. E provavelmente nem é algo tão desconhecido assim. Só vou dizer alguns exemplos de música boa, e nova, ok? Então Simbora:

Um ‘movimento’ que cresceu nos últimos anos, foi o folk rock nacional. Puxados pelo sucesso da menina-de-quinze-anos-que-canta-tchubaruba-e-pega-o-barbudo Mallu Magalhães, muitas outras bandas vem aparecendo nesse estilo, sendo uma das mais legais o 'Hypado' – e com razão – Vanguart. Cantando em inglês, espanhol e até em português (veja só!), eles fazem um folk que às vezes beira o dançante e outras vezes chega a ‘flertar’ com os colegas de franja. (sugestão: 'Hey Yo Silver'. Dá até pra dançar sozinho em casa).

Outra banda que não é tão desconhecida assim, mas que infelizmente não tem o destaque que merece, é o Moptop. Comparados até a exaustão com a “salvação do rock” da semana passada (outro dia eu falo sobre esse título), eles fazem um indie-rock que consegue agradar tanto os ‘pseudos-alternativos’ quanto os amantes de um bom rock.
(sugestão: ‘Como se comportar’)


Pra terminar, eu nunca achei que ia escutar algo como o Canastra. Eu sinceramente não sei como classificá-los, é alguma coisa entre um rockabilly meio caipira com caras usando roupas floridas e o Barba do Los Hermanos. Parece ser algo meio esquisito, mas no fim das contas é muito legal mesmo. É escutar pra curtir. (sugestão: ‘Dallas’)

Bom, o texto ficou maior do que eu pretendia, mas deu pra entender. Existe boa música sendo feita atualmente, e é só questão de saber aonde procurar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Só os grandes serão lembrados.

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Surgido em 1986, como uma organização que visava prestigiar as “lendas” da música em geral, o “Rock and Roll Hall of Fame” tem sua sede em Cleveland - onde, segundo dizem, surgiu a expressão Rock ‘n’ Roll – que também funciona como um museu para “Educar visitantes, fãs e estudantes de todo o mundo sobre a história e o significado do Rock”.

Anualmente, são realizados diversos eventos, como mostras e, é claro, shows. Mas o principal evento é a introdução de novos artistas ao “Hall”, em uma festa de gala, aonde aqueles que cumpriram a regra de ter seu primeiro disco lançado a mais de 25 anos recebem um prêmio e dão o clássico discurso de agradecimento ao mundo todo.

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Em 2009, os escolhidos de destaque foram:

Jeff Beck, considerado um dos melhores guitarristas de todos os tempos que, curiosamente, entra no hall pela segunda vez – a primeira vez foi quando os Yardbirds foram nomeados, em 1992 – e foi acompanhado de ninguém mais, ninguém menos que Jimmy Página.


Run DMC, os ‘pais’ do Hip-Hop (sim, o ‘Rock and Roll’ do nome é meio vago), e os caras que reviveram o Aerosmith que preferiram não se apresentar sem um dos membros originais, que faleceu em 2002;

E o motherfuckin’ Metallica, que tocou com dois baixistas, Jason Newsted (o antigo) e Robert Trujillo (o atual).


Atualmente a lista inclui artistas como: James Brown, U2, Queen, Madonna, Led Zeppelin, The Police, Elvis... para mais informações, acesse: www.rockhall.com