domingo, 1 de agosto de 2010

Scott Pilgrim Vs. o Paradoxo do Hype

Um belo dia, há 6 anos atrás, Bryan Lee O’malley, cartunista e músico de várias bandas undergrounds teve uma idéia:  E se você tivesse que enfrentar 7 ex-namorados malignos para continuar com a garota dos seus sonhos?

Para conseguir dar forma a sua história, ele resolveu juntar praticamente tudo que é legal no mundo em Quadrinhos: Filmes, Música, Kung Fu, Videogames, etc. E assim surgiu Scott Pilgrim Vs. The World, que conta a história de um cara de 23 anos (o Scott) que conhece e se apaixona pela garota dos seus sonhos – literalmente, já que ela usa a mente de Scott pra fazer o trabalho de entregadora mais rápido (e isso nem é um dos pontos mais bizarros da HQ).

É legal perceber que lendo a história, toda a psicodelia da mente de O’Malley se torna absurdamente realista. O grande mérito dele foi conseguir fazer algo totalmente inovador, fazendo com que se lesse a história da mesma forma que você assiste TV.  Scott Pilgrim poderia ser definido como uma versão underground e canadense de Friends contada pelo Quentin Tarantino em quadrinhos.

 

E óbvio, com todo o sucesso que a edição impressa fez, e o fato de que os quadrinhos em alguns momentos são quase um history-board, os problemas de Scott e Ramona Flowers (a ex-namorada da liga dos ex-namorados do mal) obviamente iriam para os cinemas. Estrelado pelo ator com mais cara de loser do mundo, Michael Cera, o filme estréia daqui a duas semanas, nos EUA.


E é aí que a situação fica tensa.
Porque mesmo gerando todo um Hype absurdo ultimamente , como na Comic-Con do mês passado, além de juntar vários atores em papéis não convencionais (Cera saindo na porrada com o Ex-Superman Brandon Routh e o futuro Capitão América Chris Evans vai ser bem legal de assistir), o filme parece não convencer a Paramount do Brasil de seu potencial, sendo essa a única razão lógica (porém imbecil) de a data de estréia por aqui ter sido transferida pra novembro.

Mesmo assim, com toda a expectativa pelo filme e a distância absurda das estréias, boa parte do público que lotaria os cinemas daqui duas semanas deve optar por baixá-lo antes. É paradoxal demais, na minha opinião, que se dê mais chances de diminuir um público se já se teme que a bilheteria seja fraca por aqui.

#porraparamount!

Um comentário:

unirioproduz disse...

1 - CARA, como o Michael Cera tem cara de loser, sempre! É similar a Dakota Fanning fazer papéis estranhoes e esquisitos desde que ela surgiu!
2 - Igby!
3 - Acho q a questão das distribuidoras é elas n enxergarem o sucesso ou n do filme, por n conhecerem o publico desse filme, q n se mostra tanto quanto de um best-seller infanto-juvenil... Já q n é esse o caso, esse filme entra na lista dos filmes que vão ser atrasados ou boicotados pelas exibidoras brazileiras.