-Ah, são os Smurfs em NY, tem como dar errado? Tem. |
[sua manhã de férias quando você tá de bobeira acabou de se matar também] |
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-Ah, são os Smurfs em NY, tem como dar errado? Tem. |
[sua manhã de férias quando você tá de bobeira acabou de se matar também] |
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O fato é que Avatar vai quase além de um filme. O mundo criado (nesse caso, literalmente) por Cameron consegue ser tão verdadeiro e real - e não só relista - que muitas vezes você se pega acreditando na existência de uma Lua nos confins do universo que é habitada por uma civilização extremamente ligada à natureza. Podem falar em uma história batida, até clichê. Mas ela consegue ser bem feita, o que ultimamente tá em falta
Os Na'vi mereciam uma resenha a parte, praticamente. Eles foram criados num nivel de "comprometimento" bem próximo dos Elfos d'O Senhor dos Anéis, com lingua características e cultura extremamente bem pensadas. Nenhuma característica soa forçada, ou aparece completamente do nada, sem contexto. Tudo é pensado na possibilidade da existência de um POVO, e não só de criaturas que pensam na natureza.
voltando na história, que fala sobre meio ambiente e tudo mais, o mais legal é ver as pequenas "alfinetadas" do roteiro em relação aos seres humanos, como na cena em que o coronel (o único personagem que eu achei um pouco forçado algumas vezes) diz que vai ser "humano" com os nativos. Apesar de falarem que é um roteiro pouco original, é a primeira vez que eu vejo 'nós' como "aliens mais desenvolvidos" - o "povo do céu" - mostrando um outro ponto de vista dos filmes desse gênero.
Agora, o mais surreal disso é toda a tecnologia usada, que é o grande barato do filme. Você consegue (ainda mais no filme em 3d) ver cada mínimo detalhe da expressão dos Na'vi, cada animal ou planta que surge na tela não simplesmente fruto de uma mente lezada pensando "vou fazer um pássaro de quatro asas esquisito" ou semelhantes, e sim resultado de um processo de construção - muitas vezes os detalhes são mais pensados do que os próprios seres azuis (não que isso diminuam a qualidade deles, pelo contrário - aliás, o que é o reflexo dos helicópteros, putaquepariu.), os efeitos em 3d conseguem te imergir na história de um jeito que eu nunca achei que seria sequer possível (em um momento em que os nativos gritam de desespero é impossivel você não se sensibilizar com a atmosfera criada)
Bom, resumindo esta joça. Levante se traseiro fétido daí e vá ver Avatar. AGORA. E nem pense em ver em 2d, vai em 3d e seja feliz pra caralho.
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Quando Tarantino falou que iria fazer um filme de Guerra, muita gente estranhou. Quando ele disse que falaria sobre um grupo secreto na França dominada por nazistas, chamado de “Bastardos”, algumas pessoas ficaram com o pé atrás. Mas foi só sair o trailer com o brad pitt falando que queria escalpos de nazistas que todo mundo passou a olhar o filme de outra forma.
(se você não quer saber nada sobre o filme, não clique aqui embaixo)
Não gostei de bastardos inglórios.
Pronto, se você não quer saber por que e quiser ser uma viúva-do-tarantino e ficar me enchendo o saco que o filme é genial, pare de ler agora.
O fato é, que diferente dos outros filmes, em que o Taranta falava do jeito todo deturpado dele sobre uma história, Bastardos inglórios é mais um filme que você acha bom se só prestar atenção nas atuações e nas peculiaridades.
Brad Pitt, Christoph Waltz e os demais atores estão muitas vezes beirando o genial no filme – as cenas de Aldo Raine falando “bom diorno” com o sotaque caipirão americano e o Jew Hunter são duas das melhores coisas do filme. Mas apesar das atuações, o filme tem um bizarro problema: enquanto em alguns momentos as coisas ficam jogadas demais, em outros as cenas demoram séculos, apesar de que desde o começo você saber o que vai acontecer no final. (o começo do filme, apesar de bonitão, é um exemplo disso)
Acho que, pelo nome do filme e pela forma que ele é divulgado, e principalmente, pelo doente mental que o dirige, você espera no mínimo cenas divertidas como as de Kill Bill ou Pulp Fiction. Um filme que é vendido como “sobre a segunda guerra mundial” que não mostra uma cena da guerra em si fica meio estranho. Se ao menos fosse divulgado como “filme na segunda guerra” as coisas seriam diferentes.
Resumindo esta troça. O filme é divertido? É. Eu esperava (bem) mais dele? Com certeza. De repente pra seqüência, em que vão ser apresentados os personagens, a coisa fique mais interessante.
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