domingo, 12 de setembro de 2010

"Hurley" - 2010

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[AVISO: isso é 'quase uma coluna sobre cds'. e não tem nenhuma periodicidade, lógica ou propósito. Estejam avisados]

Coloque um gordo na capa do 
SEU cd antes de falar algo.

"ah, eu curto Weezer, mas só os primeiros dois cds são legais, depois eles foram caindo, mimimimimi."

Se você concorda com essa frase, eu tenho uma triste notícia pra você: Você acaba de perder o melhor do Weezer.

E por que? Porque você acaba de perder a 'grande piada' que a banda conta a cada CD novo, desde o overrated-pra-cacete Pinkerton, de 96. O Weezer é uma das únicas bandas do mundo que fez o contrário da "Cartilha das Bandas", que seria ir se lapidando e 'crescendo' com os anos, o que faz 90% das bandas perderem o caminho.

Mas não a 'trupe' de Rivers Cuomo. se em 96 ele cantava que estava cansado de sexo, em 2010,  logo no single, a banda toca em meio a cenas de Jackass, e grita a plenos pulmões que eles não faziam idéia do que estavam fazendo esse tempo todo.

Além disso, que banda teria culhões de no seu oitavo disco colocar a cara de um pesonagem de LOST, não ligando a mínima pra isso (o álbum sequer fala da série). E ainda mais, depois de dois cds que foram massacrados pela crítica e pelos "fans" - Raditude, que realmente fugiu do próprio Weezer-de-várzea e o subestimado  Red Album, que conta inclusive com uma sensacional 'homenagem' à bandas como Aerosmith e Nirvana (!!!) em "The Greatest Man that Ever Lived".


O Cd começa com a Arena-Rock Memories (clipe acima), que mostra um saudosismo de quando as coisas eram simples, inconsequentes e mesmo por isso divertidas. Logo em seguida, a animada Ruling Me é tudo aquilo que os deixou famosos - histórias losers com guitarras abafadas - só com o acréscimo de teclados, que deixa tudo mais 2010. A balada Trainwrecks, com a letra bonitinha que fala sobre blogs não atualizados que não são lidos por ninguém (qualquer semelhança é mera coincidência), não tem nenhum 'a mais', mas não compromete. Unspoken, que começa como um simples voz e violão e cresce até terminar como um 'épico' só não é a melhor do cd porque te dá uma sensação de acabar quando chega na melhor parte. 

Quanto a quinta música, Where's My Sex?, é preciso um paragrafo separado. Ouvindo a primeira vez, é uma música com uma letra completamente sem sentido, até o momento que você nota o 'trocadalho do carilho' que foi trocar a palavra "sock" por "sex" todas as vezes, criando frases sensacionais como "Sex-making is a family tradition". Se não bastasse a genialidade de como a música é estruturada para parecer uma canalhice-mór sendo algo simples, a ponte completamente diferente transforma ela numa música única.

Sendo sérios.
O cd continua com Run Away, que é apenas mais uma música -ligeiramente cafona- em comparação com o resto. Hang On é praticamente uma continuação da anterior, mas dá uma impressão de ter sido 'calculada' pra parecer melosa e forçada, o que é no mínimo curioso. Smart Girls tem um ar meio Tecno/dance, e tem o único solo de guitarra do cd - o que é uma pena. Brave New World parece uma simulação do indie-rock dos anos 90, lembrando coisas como The Killers. A última música, Time Flies, é aquela típica 'música-de-fim-de-cd', e não traz nada de incrível para essa subcategoria.

Resumindo, "Hurley" pode ser tanto um disco acima da média se você for o fã clichê do Weezer quanto um excelente disco se você souber ouvi-lo sem conceitos anteriores. Tudo depende do seu nível de chatisse.

[obs: A versão Deluxe tem 4 músicas, incluindo um cover de Viva La Vida, do Coldplay (além da sensacional "Represent"). E tem gente que ainda quer considerar o Weezer uma banda séria?]

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deliver me to Hell (ou "Quando a Propaganda Funciona")

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O Manual de Frases Clichês Sobre Publicidade me manda escrever pelo menos uma vez que "A Propaganda é a Alma do Negócio". E quando ela se torna maior do que um simples comércio?
Como assim? "Jogue" esse vídeo até o final e você vai entender:



[Post da série: "Porque eu escolhi cursar Publicidade"]

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O PIOR COVER DO MUNDO.

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Senhores, "Sweet Child O' Mine" é um clássico do Guns e... Ah, deixa pra lá, vejam isso:



[Se você vir o vídeo inteiro e sobreviver, avise.]
[não lembro quem me mandou o vídeo]

sábado, 7 de agosto de 2010

Pulp Disney

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Sério. Quem tem essas idéias?



"Say What Again! I Dare You, I Double-Dare You Motherfucker" nunca foi tão engraçado de se ouvir.

[via Sedentário, @pablovillaca e etc]

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Parem de destruir a minha infância!

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O que Garfield, Scooby-Doo, Smurfs e Zé Colméia têm em comum? Se a resposta for que eles foram ótimos desenhos que passaram na década de 90, parabéns, você pode seguir a sua vida normalmente e parar de ler este post.

-Ah, são os Smurfs em NY, tem como dar errado? Tem.
Mas, se você respondeu “Todos estes foram/irão para os cinemas em live action e foram/serão ótimos filmes!”... Só tenho uma coisa para te avisar: Sua infância acabou de se suicidar.

Porque, convenhamos, passar desenhos clássicos para filmes toscos é, possivelmente, o pior tipo de atentado que se pode cometer contra um ser humano.
Quer entender o que do que que eu estou falando? Veja o Trailer da mais nova vítima desse processo, Zé Colméia:


SIM. O urso mais legal do mundo (+ catatau) vai virar um filme 3D tosco ao extremo! O problema não é virar e fazer o filme. É simplesmente ser retardado o suficiente pra achar que um urso que fala e rouba cestas de piquenique (Ou um cachorro. Ou um Gato. Ou um Esquilo – meu deus, mythbusters da minha infância: sempre são bichos falantes!) ficaria legal ‘contracenando’ com atores de verdade. O resultado disso é que, por ser um filme visualmente estúpido pra quem curtiu os desenhos, o roteiro vai ser bombardeado de piadinhas pras crianças que não viveram a época pré-pokemon, aonde os desenhos não precisavam necessariamente sair na porrada pra serem legais.

Porque, ao invés de fazer filmes CG + Atores os estúdios simplesmente não fazem como no filme dos ThunderCats, todo em computação gráfica!? As milhões de pessoas que cresceram vendo os desenhos agradeceriam. 

E se você acha que isso só vai acontecer com os desenhos mega antigos, chore. Vem aí a adaptação em Live Action (tosco) de... OS PADRINHOS MÁGICOS. Durmam com a primeira imagem da produção.

[sua manhã de férias quando você tá de bobeira acabou de se matar também]

domingo, 1 de agosto de 2010

Scott Pilgrim Vs. o Paradoxo do Hype

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Um belo dia, há 6 anos atrás, Bryan Lee O’malley, cartunista e músico de várias bandas undergrounds teve uma idéia:  E se você tivesse que enfrentar 7 ex-namorados malignos para continuar com a garota dos seus sonhos?

Para conseguir dar forma a sua história, ele resolveu juntar praticamente tudo que é legal no mundo em Quadrinhos: Filmes, Música, Kung Fu, Videogames, etc. E assim surgiu Scott Pilgrim Vs. The World, que conta a história de um cara de 23 anos (o Scott) que conhece e se apaixona pela garota dos seus sonhos – literalmente, já que ela usa a mente de Scott pra fazer o trabalho de entregadora mais rápido (e isso nem é um dos pontos mais bizarros da HQ).

É legal perceber que lendo a história, toda a psicodelia da mente de O’Malley se torna absurdamente realista. O grande mérito dele foi conseguir fazer algo totalmente inovador, fazendo com que se lesse a história da mesma forma que você assiste TV.  Scott Pilgrim poderia ser definido como uma versão underground e canadense de Friends contada pelo Quentin Tarantino em quadrinhos.

 

E óbvio, com todo o sucesso que a edição impressa fez, e o fato de que os quadrinhos em alguns momentos são quase um history-board, os problemas de Scott e Ramona Flowers (a ex-namorada da liga dos ex-namorados do mal) obviamente iriam para os cinemas. Estrelado pelo ator com mais cara de loser do mundo, Michael Cera, o filme estréia daqui a duas semanas, nos EUA.


E é aí que a situação fica tensa.
Porque mesmo gerando todo um Hype absurdo ultimamente , como na Comic-Con do mês passado, além de juntar vários atores em papéis não convencionais (Cera saindo na porrada com o Ex-Superman Brandon Routh e o futuro Capitão América Chris Evans vai ser bem legal de assistir), o filme parece não convencer a Paramount do Brasil de seu potencial, sendo essa a única razão lógica (porém imbecil) de a data de estréia por aqui ter sido transferida pra novembro.

Mesmo assim, com toda a expectativa pelo filme e a distância absurda das estréias, boa parte do público que lotaria os cinemas daqui duas semanas deve optar por baixá-lo antes. É paradoxal demais, na minha opinião, que se dê mais chances de diminuir um público se já se teme que a bilheteria seja fraca por aqui.

#porraparamount!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Começa com o Show.

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Começa com você, querido organizador.
É no mínimo curioso ver que no Brasil, muitos projetos que começam com uma proposta interessante acabam se transformando quase sempre numa pilha de lixo com apenas alguns detalhes legais. E esse efeito pode acontecer com o "Itustock". A contar de hoje, faltam exatos 71 dias pro SWU, em Itu/SP, e é engraçado ver que o Line-up do festival cresceu muito pouco do dia da confirmação do nome e divulgação dos 4 primeiros Headliners até agora

Ainda que as atrações escaladas até agora não tenham um “peso de festival” pra segurar um dia (o estardalhaço para anunciar Cavalera Conspiracy – nada contra – foi no mínimo ridículo), O problema não é a falta de peso nas atrações confirmadas e sim a falta de atrações em geral.

Pra explicar meu ponto de vista, vejamos o dia com maior número de atrações, 10/09.

Itu. Fim.
Até agora temos Dave Matthews Band (que deve ter sido elevado à headliner pela impossibilidade do Pearl Jam tocar), Regina Spektor, Kings of Leon, Sublime ,Capital Inicial, Jota Quest. Além de estar um pouco misturado demais (sério, não deve ter 5 pessoas que gostem dos seis simultaneamente, e isso chama público, como vai rolar com Incubus e LP – já chego lá), isso dividido por quatro palcos torna o número que já é bem pequeno em irrelevante. Aparentemente Eduardo Fischer decidiu apostar nas belezas naturais e coisas gigantes de Itu (e 200 DJ’s) do que no que realmente faz um festival, acima da proposta, os shows.

E se você pensar nos outros dias, a situação fica mais complicada ainda: dia 11 só tem 4 confirmações, que são de novo “ecléticas” demais pra um festival com 3 dias de duração, ainda que tenha um trunfo legal de juntar Incubus e Linkin Park, que realmente parece uma “dobradinha” pra convencer muita gente a se despencar pros cafundós de S.Paulo (eu já falei que não consigo entender porque de ser em Itu? Seria mais prático, e mais interessante, se o festival fosse pra uma capital de estado fora do eixo RJ-SP, como... Brasília, por exemplo). Mas, e durante as outras horas entre esses shows? Ficamos olhando raivosos pra pista Vip? (aliás, se queriam se espelhar tanto nos festivais gringos, fikadika: Lá, a pista vip é ao lado da pista principal.)

Mas, aparentemente, pode ser que os organizadores tenham começado a ver o SWU como um festival de verdade. Anunciaram Rage Against the Machine no dia 09 (que foi basicamente o Headliner do Lollapalloza), e ao que tudo indica, Queens Of The Stone Age, que já faz muito mais sentido que Jota Quest e Regina Spektor , ou pior, Pixies e Cavalera Conspiracy. Resta agora chamar mais gente, pra ver se conseguem concorrer com o Planeta Terra e os diversos shows ‘avulsos’ do segundo semestre.

E ano que vem tem Rock’n’Rio. Oremos.

[Update 19:53: Parece que realmente tomaram vergonha na cara, já anunciaram Mutantes pro dia 09... se continuar assim pode ser que o primeiro dia compense os outros]

"Harry Needs Some Sleep"

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O YouTube as vezes te surpreende.
Por exemplo, quando você ia ter a idéia de cantar as cenas de um trailer? É meio estranho de descrever, mas o resultado é sensacional:




"And He dosen't have a nose!"

Gostou? Então que tal ver as versões de Tron: Legacy e... Crepúsculo Lua Nova  Eclipse?

[via @FerBreder]